domingo, 14 de junho de 2009

Coisas que dizemos que viram música...

Recebi essa música por msn e me apaixonei de cara sem ao menos ver a sua tradução. Por conter uma melodia maravilhosa e se tratar de uma música de Sarah McLachan já imaginava uma letra formidável. E não tive surpresas, fiquei encantada e me perguntando: Ela já ouviu alguns dos meus diálogos? Ou, já leu meu blog (risos)? Porque a letra é quase uma carta escrita por mim (mais risos).

Nunca mencionei um amor real nos meus blogs, sempre era o amor de alguém, de alguma música ou poema. Nunca falei do meu amor, do amor desmedido que possuo, que sinto. O meu alguém existe.

Essa musica é pra você, que me inspirou tantas vezes dizer : "Eu preciso de você na minha vida." E me fez ouvir, "Você é meu porto seguro."

Desculpa, mas certas coisas não há como esquecer.

http://http://www.youtube.com/watch?v=i8B1ai25lUo



Tradução de Answer ( Sarah McLachlan)

Eu serei a resposta o fim da linha
Eu estarei lá para você
Enquanto você toma seu tempo
Na queimadura de incertezas
Eu serei o seu sólido chão
Eu segurarei a balança
Se você se abater


Se custar minha vida toda
Não vou parar, não vou me curvar.
Isso valerá a pena
Valerá a pena no fim
Porque eu só posso contar a você o que eu sei
"Que eu preciso de você na minha vida"
E quando as estrelas tiverem ido embora
Você ainda estará queimando tão brilhante


Lance-me dentro da manhã
Porque a noite tem sido indelicado
Leve-me a um lugar tão sagrado
Que eu possa tirar isso da minha mente
A memória da decisão de não brigar


Se custar minha vida toda
Não vou parar, não vou me curvar
Isso valerá a pena
Valerá a pena no fim
Porque eu só posso contar a você o que eu sei
"Que eu preciso de você na minha vida"
E quando as estrelas tiverem ido embora
Você ainda estará queimando tão brilhante
Lance-me, cavalheiro
Dentro da manhã






terça-feira, 9 de junho de 2009

Indiscutível

- Ninguém se interessa por um cara como eu, que não tem nada. Eu sou um rídiculo.
- Você esta totalmente enganado. O valor do homem não está no dinheiro e nem no rostinho bonito. O importante é ter algo que faça ele ser o homem que é. Algo que faça com que a mulher sinta que esse homem é único no mundo.
- "Algo"!?
- Mas viver é buscar esse "algo". Todos vivem em busca disso.
- Você também?
- AH DROGA!!! Estou odiando essa conversa mole!!!
Não dá pra falar uma coisa dessas sóbria. Vamos beber!!





( Das coisas que leio, pag. alguma)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Samba de ir embora.

Uma taça de vinho, um cigarro e ao fundo, O teatro Mágico e toda a sua poesia. E eu, me retirava da sala para escrever o meu grito daquela noite. Enquanto todos estavam comemorando, rindo, dançando, eu senti a necessidade de me encontrar comigo mesma por alguns instantes.
Foi quando nas três primeiras linhas escutei a canção mais bela da noite. Lutei muito para não postar mais uma canção, mas foi inevitável, muito mais que meu texto ela expressa tudo o que senti naqueles instantes. Era tudo o que eu queria gritar.



O meu grito por Fernando Anitelli

Tá certo que o nosso mal jeito foi vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposiçao a disposição cansou
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou la fora


Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol


Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor


Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar.



terça-feira, 14 de abril de 2009

A canção que me embala...


Não era esse o meu plano
Mas o que aconteceu?
Eu sei que tinha um sentido
Alguma coisa mais clara
que escureceu
Ou que ficou no caminho
A minha coleção de sonhos perdidos
É quase nada, mas é tudo que eu carrego
Talvez um breve delírio
Que desapareceu
Só um retrato vazio
O meu futuro brilhante
Talvez não fosse meu
E agora eu ando perdido
Não sou só eu, ninguém entende direito
Porque é que tudo foi ficar desse jeito
Não há onde chegar
Nem um roteiro preciso
Nós somos amadores
Tudo aqui é improviso
Não sei se alguém mais sente
Isso que eu tenho sentido
A vida não parece ser o que ela poderia ter sido
Provavelmente fui eu
Que não compreendi
Ou alguém esqueceu de avisar
Que era melhor aceitar
Que a vida é o que é
Que a gente espera demais
Mas tem um peso que eu carrego no peito
Eu sinto falta do que eu nem sei direito
Não há onde chegar
Nem um roteiro preciso
Nós somos amadores
Tudo aqui é improviso
Não sei se alguém mais sente
Isso que eu tenho sentido
A vida não parece ser o que ela poderia ter sido

Os Amadores - Leoni

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Era vidro...


"O anel que tu me deste era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou."

domingo, 5 de abril de 2009

Que seja pra sempre.

"Me atirava do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo, mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase: Cinema, Parque de Diversão, de Circo, Ciganos. Aquela gente encantada que chegava e seguia.
Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre."
Maria Bethânia no disco Drama 3°Ato, 1973.

É por aí que anda meu medo, no que se vai embora. Do que não ficará por muito tempo em minha vida.
Tenho medo das perdas. Perder o que amo: meus amigos, minhas alegrias, minhas músicas. Medo de me perder. Tenho medo até de perder pequenas coisas... uma foto, uma lembrança, um lápis.
Procuro viver com intensidade com tudo o que é meu ou faz parte de mim. Cada segundo é uma eternidade, é o meu melhor momento. Mesmo assim, tenho medo.
Medo de não ser pra sempre.
Medo de dizer adeus.
Medo.
O que eu sinto pode não ser comum, mas sou eu. Um ser errante, porém que ama incessantemente e sem medida.
E é somente aí que não me assombra o medo.
No "não ter medo de amar”.




(Agredecimentos a Marília Carreiro pela contribuição ao texto.)

domingo, 22 de março de 2009

Palavras minhas que não são minhas.

Do livro:
Assim falou Zarastutra - Friedrich Nietzche

" É verdade: amamos a vida não porque estejamos acostumados a viver, mas porque estamos acostumados a amar.
Há sempre o seu quê de loucura no amor; mas também há sempre o seu quê de razão na loucura. E eu, que estou bem com a vida, creio que para saber de felicidade não há como as borboletas e as bolhas de sabão, e o que se lhes assemelhe entre os homens.
Ver revolutar essas almas aladas e loucas, encantadoras e buliçosas, é o que me arranca lágrimas e canções.
Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo e solene: era o espírito do pesadume. Por ele caem todas as coisas.
Não é com raiva, mas com riso que se mata. Adiante! Matemos o espírito do pesadume!
Eu aprendi a andar; por conseguinte corro. Eu aprendi a voar; portanto não quero que me empurrem para mudar de lugar.
Agora sou leve, agora voo; agora vejo a mim mesmo por debaixo de mim, agora dança em mim um Deus."