segunda-feira, 20 de abril de 2009

Samba de ir embora.

Uma taça de vinho, um cigarro e ao fundo, O teatro Mágico e toda a sua poesia. E eu, me retirava da sala para escrever o meu grito daquela noite. Enquanto todos estavam comemorando, rindo, dançando, eu senti a necessidade de me encontrar comigo mesma por alguns instantes.
Foi quando nas três primeiras linhas escutei a canção mais bela da noite. Lutei muito para não postar mais uma canção, mas foi inevitável, muito mais que meu texto ela expressa tudo o que senti naqueles instantes. Era tudo o que eu queria gritar.



O meu grito por Fernando Anitelli

Tá certo que o nosso mal jeito foi vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposiçao a disposição cansou
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou la fora


Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol


Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor


Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar.



terça-feira, 14 de abril de 2009

A canção que me embala...


Não era esse o meu plano
Mas o que aconteceu?
Eu sei que tinha um sentido
Alguma coisa mais clara
que escureceu
Ou que ficou no caminho
A minha coleção de sonhos perdidos
É quase nada, mas é tudo que eu carrego
Talvez um breve delírio
Que desapareceu
Só um retrato vazio
O meu futuro brilhante
Talvez não fosse meu
E agora eu ando perdido
Não sou só eu, ninguém entende direito
Porque é que tudo foi ficar desse jeito
Não há onde chegar
Nem um roteiro preciso
Nós somos amadores
Tudo aqui é improviso
Não sei se alguém mais sente
Isso que eu tenho sentido
A vida não parece ser o que ela poderia ter sido
Provavelmente fui eu
Que não compreendi
Ou alguém esqueceu de avisar
Que era melhor aceitar
Que a vida é o que é
Que a gente espera demais
Mas tem um peso que eu carrego no peito
Eu sinto falta do que eu nem sei direito
Não há onde chegar
Nem um roteiro preciso
Nós somos amadores
Tudo aqui é improviso
Não sei se alguém mais sente
Isso que eu tenho sentido
A vida não parece ser o que ela poderia ter sido

Os Amadores - Leoni

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Era vidro...


"O anel que tu me deste era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou."

domingo, 5 de abril de 2009

Que seja pra sempre.

"Me atirava do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo, mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase: Cinema, Parque de Diversão, de Circo, Ciganos. Aquela gente encantada que chegava e seguia.
Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre."
Maria Bethânia no disco Drama 3°Ato, 1973.

É por aí que anda meu medo, no que se vai embora. Do que não ficará por muito tempo em minha vida.
Tenho medo das perdas. Perder o que amo: meus amigos, minhas alegrias, minhas músicas. Medo de me perder. Tenho medo até de perder pequenas coisas... uma foto, uma lembrança, um lápis.
Procuro viver com intensidade com tudo o que é meu ou faz parte de mim. Cada segundo é uma eternidade, é o meu melhor momento. Mesmo assim, tenho medo.
Medo de não ser pra sempre.
Medo de dizer adeus.
Medo.
O que eu sinto pode não ser comum, mas sou eu. Um ser errante, porém que ama incessantemente e sem medida.
E é somente aí que não me assombra o medo.
No "não ter medo de amar”.




(Agredecimentos a Marília Carreiro pela contribuição ao texto.)